Porto do Capim, João Pessoa - PB. Foto por Elton Carvalho

Jornal Correio da Paraíba, em 1º de dezembro de 2011

70 juízes podem entrar em greve até o recesso do fim de ano

Marcelo Rodrigo

Os 70 juízes do Trabalho da Paraíba poderão realizar nova paralisação e até iniciar greve antes do recesso deste ano, que começa no dia 20 de dezembro. Ontem os magistrados fizeram uma paralisação nacional reivindicando melhorias de remuneração, na carga de trabalho, na segurança dos juízes e na previdência social. A categoria fará uma reunião nacional na próxima quarta-feira, dia 7, e uma assembléia estadual no dia 16. Durante as assembleias será decidido se haverá nova paralisação ou greve por tempo indeterminado.

Por dia, as 27 unidades atendem, em média oito processos. Como a paralisação nacional já estava marcada para ontem, os processos foram marcados para outros dias da semana, conforme lembrou o presidente da Associação dos Magistrados do trabalho da 13ª Região (Amatra13), Adriano Dantas.
Aproximadamente  40 juízes participaram ontem de uma assembleia na sede da Amatra 13, no bairro do Tambiáe,em João Pessoa. A paralisação teve 85% de adesão no Estado. O Movimento na Paraíba também recebeu o apoio do presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB), juiz Antônio Silveira Neto.

Os juízes federais, representados pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), também paralisaram suas atividades ontem, em conjunto com os juízes do trabalho. Em todo o País, 3,6 mil juízes do trabalho participaram do movimento.

Perda salarial é de 25%

Os juízes reivindicam a aprovação de um projeto de lei no Congresso Nacional que concede reajuste de 15% nos salários da categoria. Segundo Adriano Dantas, nos últimos cinco anos, os juízes já acumulam uma perda inflacionária de 25%. Outra reivindicação é sobre a carga de trabalho dos juízes. Segundo Adriano Dantas, cada juiz sentencia, em média, 1,1 mil processos por ano. “Um juiz que sentencia de dois mil a três mil processos por ano, não tem como manter-se saudável. Não há como os conselhos manterem uma meta comum para todas as regiões do País, porque cada uma tem sua peculiaridade”, comentou.

Os magistrados também reivindicam políticas que garantam a segurança e integridade física e mental deles para que possam executar seu trabalho. Outro ponto reivindicado foi a aposentadoria, para que todos os magistrados tenham direito à previdência pública com proventos integrais. Segundo Adriano Dantas, o governo federal pretende entregar a previdência do Poder Judiciário ao sistema financeiro privado.






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