Porto do Capim, João Pessoa - PB. Foto por Elton Carvalho

12/09/2017
TRT participa da campanha Setembro Amarelo


O Tribunal do Trabalho da Paraíba (13ª Região), através do Programa Trabalho Seguro, está participando da campanha Setembro Amarelo, o mês de valorização da vida e prevenção ao suicídio. O Setembro Amarelo é uma campanha, vinculada ao dia 10 deste mês, que marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Foi iniciado, no Brasil, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
 
O TRT está divulgando cartazes e panfletos tratando do tema, material que será distribuído em todas as unidades da Justiça do Trabalho no estado e fará uma mobilização no Fórum do Trabalho Maximiano Figueiredo, em João Pessoa, na próxima quinta-feira (21), às 9h. A ação tem o apoio do Núcleo de Saúde, através do Serviço de Psicologia, e do grupo de teatro Justiça em Palco, do TRT.
 
A campanha do TRT está divulgando o número de telefone 144, do Centro de Valorização da Vida (CVV), que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio e atende voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar.
 
Por que falar sobre o suicídio?
 
O suicídio é um problema de saúde pública que é tabu em nossa sociedade e vem aumentando suas vítimas. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas.
 
A Organização Panamericana de Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertaram para este grave problema de saúde pública responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo. Segundo dados da ONU, de 2012, mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo, sendo a segunda principal causa de morte entre jovens com idade de 15 a 29 anos.
 
O suicídio encontra-se entre as 10 primeiras causas de morte, sendo que, a cada suicídio, ocorrem 11 tentativas sem sucesso. Cerca de 20% das pessoas que tentam suicidar-se, caso não procurem ajuda especializada, repetem essa ação no prazo de um ano, aumentando a probabilidade de realmente tirarem suas vidas. Cerca de 10% de todas as tentativas de suicídio são mortais.
 
A importância da prevenção
 
A esperança é o fato de que, segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos podem ser prevenidos. Para que isso ocorra, é necessário que a pessoa busque ajuda e atenção de quem está à sua volta e seja ouvida.
 
É importante entendermos que a probabilidade de uma pessoa cometer suicídio varia num contínuo, que contempla a ideação suicida – pensamentos acerca da possibilidade de cometer o suicídio, a tentativa de suicídio – gestos autodestrutivos não fatais, até o suicídio consumado, que resulta em morte. Nessa trajetória, a pessoa apresenta certos comportamentos que sinalizam a possibilidade de suicídio.
 
Eis alguns exemplos de sinais de alerta, cuja detecção precoce e intervenção eficaz podem salvar vidas:
 
. Tornar-se uma pessoa depressiva, melancólica;
 
. Falar muito acerca da morte, suicídio ou de não haver razões para viver;
 
. Realizar preparativos para a morte: pôr os assuntos em ordem, desfazer-se/oferecer objetos ou bens pessoais valiosos, dizer adeus como se não voltasse a ser visto;
 
. Demonstrar uma mudança acentuada de comportamento, atitudes e aparência;
 
. Ter comportamentos de risco, marcada impulsividade e agressividade;
 
. Aumento do consumo de álcool, droga ou fármacos;
 
. Afastamento ou isolamento social;
 
. Insônia persistente, ansiedade ou angústia permanente;
 
. Apatia pouco usual, letargia, falta de apetite;
 
. Dificuldades de relacionamento e integração na família ou no grupo;
 
. Insucesso escolar, quando antes era um aluno interessado;
 
. Auto-mutilação.
 
Se reconhecer os sinais que descrevemos, aqui estão algumas indicações do que poderá ser feito:
 
. Em primeiro lugar, ser um bom ouvinte é essencial – simplesmente ouça, com toda a atenção e sem julgamento, não apenas os fatos, mas a sua dor, medos e ansiedades;
 
. Reconheça o seu sofrimento, valorize o que é dito e demonstre que está disponível para ajudar. É fundamental que essa pessoa saiba e sinta o quão importante ela é, que sua vida tem valor e que sua dor é compreensível e aceitável face às suas vivências;
 
. Demonstre empatia – procure compreender as coisas não do seu ponto de vista, mas segundo o ponto de vista do outro. Não faça comparações;
 
. Se essa pessoa que o preocupa não falar abertamente do que sente ou pensa, é importante . você que tome a iniciativa em conversar com ela. Diga claramente que percebeu mudanças no comportamento dela (especifique quais mudanças você observou) e que está preocupado com o que pode ter provocado essas alterações;
 
. Não mude de assunto, nem faça comentários do tipo “anime-se”, “vai correr tudo bem”;
 
. É importante que a pessoa que pensa em suicídio saiba que a sua morte causaria sofrimento nas pessoas que a rodeiam e haveria pessoas que sentiriam a sua falta. Por isso, nunca é demais ter um gesto de carinho para com ela. Por vezes, a tentativa de suicídio pode ser um pedido de ajuda que se pode evitar se a pessoa compreender, antes de tentar tirar sua vida, que existe alguém que se importa com ela;
 
. Nunca deixe a pessoa sozinha, se sentir que existe perigo de ela cometer suicídio, nomeadamente se lhe parecer que a mesma tem um plano concreto de suicídio e já tomou decisões para o pôr em prática. Incentive-a a pedir ajuda especializada (a um hospital, médico, psicólogo ou psiquiatra) e retire da sua proximidade todos os objetos com que a pessoa possa se machucar. Se for necessário, chame uma ambulância, ou outro tipo de ajuda que possa ser pertinente, rapidamente. Outra importante referência para contato é o CVV, que realiza apoio emocional e prevenção ao suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone (141), e-mail, chat e Skype 24 horas, todos os dias.
 
A relação entre o suicídio e o trabalho
 
Por meio do trabalho nós transformamos e construímos nossas identidades. Ele também possibilita nossa sobrevivência e valorização social. Contudo, o trabalho também pode ser um lugar que nos torna vulneráveis ao sofrimento mental, na medida em que seja permeado por sobrecarga, tensão, desconfiança, estresse e solidão.
 
Nos últimos anos o número de suicídios evidentemente relacionados ao trabalho cresceu enormemente. Apesar de ser um assunto delicado, ainda visto como um tabu pela sociedade, as formas de produção do capitalismo e de relacionamento entre as pessoas contribuem para novas configurações de violência e assédio no trabalho. O incentivo à competição entre os trabalhadores altera profundamente as relações laborais, enfraquecendo-se os vínculos afetivos e a ajuda mútua, o que reforça o isolamento. No contexto laboral, essas questões não podem deixar de ser consideradas e relacionadas ao suicídio, contrariando a ideia tradicional de considerá-lo como sendo apenas uma “fraqueza individual do trabalhador”.
 
Portanto, é importante tratar das causas específicas que levam uma pessoa ao suicídio e desenvolver planos de ação adequados, por meio de ações e programas preventivos que envolvam, principalmente, as discussões sobre saúde no trabalho e a promoção de melhorias concretas no ambiente laboral.
 
Para saber mais sobre o tema, acesse os links abaixo, que serviram de referência para esta matéria:
 
 
 
 
 
TRT 13

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